A Árvore de Natal e Ellen White – Análise de Contexto

Ellen White e a Árvore de Natal

A Citação Mais Famosa de Ellen White

Autor desta publicação: o irmão Rafael Diaz, agradecemos sua investigação e aporte para a compreensão dos escritos inspirados.

Existe uma citação de Ellen G. White, que é uma das mais famosas de todos os seus escritos, a citação que muitos trazem a tona neste mês de Natal, e alguns a repetem vez após vez para dizer que Ellen White está ensinando que a nas igrejas devemos por uma árvore de Natal.

Neste estudo trataremos de ensinar o que estava dizendo Ellen White, e qual é o contexto histórico de dita citação, e qual princípio aplicável para o dia de hoje. Creio que, para todo livro que lemos, é importante ter em conta alguns princípios, como por exemplo: cada citação tem um marco histórico e seu contexto. Isto primordialmente deve se aplicar à Bíblia, como também aos escritos de Ellen White. Se sabemos fazer uma exegese na Bíblia, não será difícil fazer uma também na famosa passagem de Ellen White. Colocaremos a citação e depois faremos uma exegese na mesma.

“Devemos Armar uma Árvore de Natal? — Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.” – {O Lar Adventista, 482.1}

O pastor George Knight, autor da obra “Como Ler Ellen White”, dá-nos alguns conselhos: considere o tempo e o lugar. Estude cada declaração em seu contexto literário…

Vale a pena esclarecer que ao não levar em conta estes princípios, poderemos especular ou ensinar algo que ela nunca quis dizer. Também deve se ter em conta que ao ignorar estes princípios, acharemos defeitos, contradições e heresias “aparentemente”.

Agora deixemos que a mesma autora nos explique. Nos tempos de Ellen White, estavam sendo executados projetos de construção, a igreja estava passando por uma dívida enorme, e o pior de tudo, não havia dinheiro. Ela escreveu:

“Nossas casas de culto em Oakland e Battle Creek estão sob a pressão da dívida, O Tabernáculo Dime pertence a todos nós, todos devemos ter um especial interesse nele. Com a finalidade de acomodar os estudantes no Colégio, os pacientes no Sanatório, os trabalhadores no escritório, eo grande número de fiéis que constantemente chegam do estrangeiro, a construção desta espaçosa casa de culto era uma necessidade positiva. Grandes responsabilidades descansam sobre os que estão em Battle Creek, e também sobre aqueles cujos braços devem ser alcançados para sustentar esses interesses no grande coração da obra. Não é em todo o mundo que há um campo de batalha pela verdade e reforma desta maneira. Grandes interesses estão aqui envolvidos. A Escola Sabatina e o Colégio estão educando os jovens, e determinando o destino futuro de almas. Aqui existe uma necessidade contínua de inventar formas e meios para o avanço da verdade e a conversão de almas. Nosso povo não está metade acordado às exigências dos tempos. A voz da Providência chama a todos os que têm o amor de Deus em seus corações para despertar a esta grande emergência. Nunca existiu um tempo em que há tanto em jogo como na atualidade. Nunca houve um período em que maior energia e abnegação foram exigidos do povo que guarda os mandamentos de Deus.” – {Review and Herald, 11 de Setembro de 1879, parágrafo 14}

E segue dizendo…

“Agora estamos nos aproximando do final de outro ano, e não faremos destes dias festivos oportunidades para levar a Deus nossas ofertas? Não posso dizer sacrifícios, pois apenas entregaremos a Deus aquilo que já é Seu, e que tão somente a nós confiou até por ele solicitar. Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos…”

Neste contexto, notamos que ao pôr uma árvore de Natal em todas as igrejas (porém de Michigan e Oakland), seriam recolhidos milhares de dólares para arrecadar ofertas e pagar todas essas dívidas. Inclusive os editores dos escritos de Ellen White acrescentaram um asterisco na citação de O Lar Adventista, onde diz:

[*]Nota: No artigo se aludia a certos projetos de construção então em execução. As referências são inseridas aqui porque os princípios apresentados têm aplicação para o dia de hoje. – {El Hogar Cristiano (O Lar Adventista), 438.2, edição em Espanhol}

Por que Ellen White recomenda usar uma árvore de Natal para pendurar ofertas? Existe um princípio bíblico para isto. Paulo, falando da carne sacrificada aos ídolos, disse:

7 Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, com consciência do ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.
8 Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta.
9 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.
10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?
11 E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.
12 Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.
13 Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.(1 Coríntios 8:7-13)
15 Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. (Romanos 14:15)

Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. (Romanos 15:1)

Usando este princípio, a Igreja Adventista do Sétimo Dia daquela época cria que os débeis na fé deviam ser tratados com cautela, assim que Ellen White neste contexto disse que ponham uma árvore fresca natural e que lhe ponham ofertas, para pagar as dívidas que a igreja tinha. Segundo a história, as igrejas tinham dívidas enormes de construção; ao dar todas as igrejas ofertas, onde se poria uma árvore, e se chegaria a suprir todos os gastos. Neste contexto compreendemos o que significa “Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal”. Neste contexto não seria pecado, se aplicarmos o princípio de Paulo.

O cerne deste tema não era a árvore de Natal, mas sim as ofertas para a reconstrução dos templos em Oakland e Battle Creek. Nada tem a ver com Natal, como muitos têm ensinado na igreja. É lamentável ver igrejas e pastores liberais que usam mal as citações de Ellen White, para pôr árvore de Natal em muitos templos adventistas do sétimo dia em todo o mundo. Os adventistas pagãos que põem árvore de Natal hoje em dia o fazem para confabular com Roma. Vemos por todos os lados mensagens subliminares e satânicas anunciando o Natal, e o pior de tudo, justificam esta prática com a famosa citação de Ellen White.

Ellen G. White condenou o Natal:

“Não há santidade divina descansando sobre o vinte e cinco de Dezembro; e não é agradável a Deus que tudo o que se refere à salvação do homem, através do infinito sacrifício feito por eles, deva ser tão tristemente pervertido de seu professo propósito. Cristo deve ser o objeto supremo; porém como o Natal tem sido observado, a glória se apartou do homem mortal, cujo caráter pecaminoso, defeituoso, tornou necessário para que Ele viesse a nosso mundo. Jesus, a Majestade do céu, o Rei real do céu, deixou de lado Sua realeza; e deixou Seu trono de glória, Seu alto comando, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado em poder moral, e corrompido pelo pecado, divina ajuda. Ele vestiu Sua divindade com a humanidade, para que pudesse chegar ao mais profundo da dor e miséria humana, erguendo o homem caído. Tomando sobre si a natureza do homem, ergueu a humanidade na escala do valor moral com Deus.” – {Review and Herald, 9 de Dezembro de 1884, parágrafo 3}

OS PAGÃOS E A ÁRVORE DE NATAL

A árvore representa um deus ou salvador para estes povos pagãos. Usa-se um tipo de árvore que é “sempre verde” para a árvore de Natal, significando “o deus que não pode morrer”. No Egito, a árvore mais desejada era a palmeira, e este deus da árvore foi chamado “Baal-Tamar”.

“Então todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar, e ordenaram a peleja em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel saiu do seu lugar, da caverna de Gibeá.” (Juízes 20:33)

As Árvores e os Cultos Pagãos

Desde o Antigo Testamento, árvores eram importantes nas religiões pagãs. Em muitas religiões animistas (de bruxos e tribos selvagens), as árvores defendem a pessoa dos espíritos e bruxos malvados, protegem o povo do mal. Muitas religiões usaram as árvores como lugar religioso.

Deus proibiu o povo de Israel de se misturar com estas práticas pagãs.

“Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do Eterno teu Deus, que fizeres para ti. Nem levantarás imagem, a qual o Eterno teu Deus odeia.” (Deuteronômio 16:21,22)

Traduzido por Projeto Eventos Finais

 

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