O mundo está prestes a acabar?

Apesar do terrorismo, a maioria das pessoas no mundo vivem uma vida razoavelmente protegidas. No entanto, Clifford Goldstein nos adverte para não ficarmos demasiadamente complacentes.

O mundo está prestes a acabar? Isso depende do que você entende por “prestes a”. A ameaça nuclear, naturalmente, permanece, mas não há nenhuma razão particular para pensarmos que está prestes a ser desencadeada, acidentalmente ou de outra forma. Os cientistas especulam que o sol vai finalmente explodir, mas isso não vai acontecer num futuro próximo. E tão ruim quanto a poluição tornou-se em alguns lugares, ela ainda não chegou ao ponto de destruir o mundo.

E então, está o mundo prestes a acabar? A partir desta perspectiva, a resposta é Não.

No entanto, a partir de uma perspectiva diferente, a de Jesus Cristo e a promessa de seu retorno, a resposta não é tão simples. Embora Jesus nos disse explicitamente que o dia e a hora de seu retorno são desconhecidos (veja Mateus 24:36, Marcos 13:32), ele nos deu sinais muito claros e específicos, através dos quais podemos saber se ele está próximo. Se estamos a ler estes sinais corretamente, não há dúvida de que Jesus está prestes a retornar. E quando Ele voltar, o mundo como o conhecemos vai realmente acabar.

Mas o que são esses sinais?

Falsa unidade

O livro do Apocalipse diz que antes da volta de Cristo haverá uma tentativa de estabelecer a unidade religiosa global (Apocalipse 13:11-18). Ele adverte que um sistema religioso-político global vai perseguir aqueles que adoram e obedecem a Deus (cf. Apocalipse 12:7; 14:8-12).

Deus condena a aliança entre religião e política. João, nos revelou cenas de um anjo-mensageiro do céu bradando com potente voz um aviso de Deus: “Caiu! caiu a grande Babilônia!…pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria” (Apocalipse 18:2-3)

Então, [João escreveu] que ouviu outra voz do céu dizendo: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou”. (Apocalipse 18:4-5).

Como é fascinante que nos últimos anos, especialmente na cristandade, temos assistido a um forte impulso para o tipo de unidade que poderia levar à formação da “Babilônia”, como descrito no Apocalipse. Embora Jesus quer que Sua Igreja esteja unida (cf. João 17:21), esta unidade deve ser baseada em um amor comum à Ele e a uma obediência comum a Seus ensinamentos. Em contraste, grande parte da atual unidade resulta de considerações de natureza política. Essa motivação se encaixa perfeitamente no padrão descrito na Revelação, que adverte que a Babilônia manterá grande poder político, econômico e religioso.

Ocultismo

A Bíblia também diz claramente que, as pessoas que viverem no tempo do retorno de Cristo terão de enfrentar enganos espirituais poderosos (veja Mateus 24:11 e Apocalipse 16:13-14). Alguns desses maiores enganos serão disseminados pelo espiritualismo e pelo ocultismo. Hoje podemos ver isso muito bem expresso sob a forma do movimento da Nova Era.

Milhões em todo o mundo estão sendo enganados pela velha mentira que, após expirar os nossos corpos, nós imediatamente entraremos em uma outra existência consciente e que os mortos podem entrar em contato e orientar aqueles que eles deixaram para trás. Esta mentira tem encontrado expressão através da canalização de espíritos guias nas sessões espíritas, e experiências de quase-morte. Aqueles que acreditam que há algo inerentemente imortal dentro de nós não têm nenhuma proteção contra esses enganos da Nova Era.

A Bíblia ensina explicitamente que a morte é um sono inconsciente (ver Salmo 6:5; 146:4, Eclesiastes 9:5-10). Quando Lázaro morreu e Jesus dirigiu-se para Betânia para ressuscitá-lo, Jesus não disse: “Lázaro está agora no céu, mas vou trazê-lo de volta à terra.” Ele disse: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (João 11:11).

Embora as manifestações espíritas e o ocultismo têm aparecido de uma forma ou de outra por quase toda a história humana, nos últimos anos tem havido uma explosão de interesse por estes fenômenos. TV, teatro, filmes, todos em algum grau ou outro têm ajudado a promover essa enganação de que continuamos vivos após a morte de nosso corpo físico. O sucesso do filme O Sexto Sentido, sobre um menino que pode ver as almas dos mortos, é um excelente exemplo.

Algumas manifestações, como as experiências de quase-morte, têm assumido uma “aura científica”. Alguns Cientistas têm estudado o fênomeno, pretendendo emprestar ainda mais credibilidade entre aqueles que não conhecem o ensinamento bíblico a respeito da morte.

Quase todos estes enganos têm uma coisa em comum. Eles evitam dizer a verdade sobre a nossa situação: que somos pecadores, que Jesus Cristo morreu para pagar a pena pelos nossos pecados, e que somente através da fé nEle e no Seu sangue derramado podemos receber a promessa da vida eterna. No entanto, essa é a única coisa que todas as pessoas ao redor do mundo precisam saber.

Agitação global

Outro sinal dos tempos é a contínua e frequente escalada política, militar e agitação social que assola o planeta. Embora o colapso da União Soviética pôs fim à Guerra Fria entre as duas superpotências, a esperança de harmonia em todo o mundo foram destruídas pela erupção de um conflito regional após o outro. Isso não deveria ser uma surpresa.

Falando do tempo antes de Sua volta, Jesus disse: “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mateus 24:6-7).

Seja em Ruanda, nos Balcãs, na Irlanda do Norte ou na África, a guerra, violência e derramamento de sangue continuam. Seja em Seattle, em Montreal, ou em Manila, distúrbios civis e sociais continuam. Seja no Oriente Médio, nos Estados Unidos, ou na Rússia, a realidade do terrorismo continua. Exatamente como Jesus advertiu.

O que podemos aprender?

Embora muitas lições possam ser extraídas desses eventos, a mais importante é esta: a morte de Jesus Cristo pagou o preço da vida eterna para todos nós (cf. João 3:16, Romanos 5:21, 2 Pedro 3:13; 1 João 5:12:13). É por isso que a Segunda Vinda é tão importante. Sem isso, sua morte não teria sentido.

Jesus vai voltar à Terra, isso é Tão certo quanto o fato de que Ele morreu por nós na Sua primeira vinda.

Retornando a pergunta inicial, o mundo está prestes a acabar? Certamente. O cumprimento dos sinais bíblicos indicam que o dia se aproxima.

Uma coisa, porém, é certa: A qualquer momento, o mundo pode acabar para nós. A morte nunca está longe. É por isso que a cada dia é preciso se entregar de novo a Jesus, ser coberto com a Sua justiça, a justiça de Deus (Romanos 3:22), a justiça que nos prepara para o fim do mundo.

Fonte: Signs of the Times, January, 2007

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