Três anjos advertem o mundo

O mundo de hoje mostra-se estranhamente desequilibrado. Há mais dinheiro nos bancos do que nunca, e todavia maior número de criaturas na pobreza; mais invenções para manter os homens atarefados, e todavia mais desempregados; mais propaganda de paz, e todavia maiores exércitos e armadas; mais leis, departamentos policiais mais bem aparelhados e desenvolvidos, e todavia crimes em maior profusão; mais ciência médica e mais conhecimentos de higiene, e todavia mais tóxicos, mais cigarros, e a saúde de um maior número em decadência na metade da vida; mais Bíblias vendidas, e todavia mais almas, repudiando as colunas fundamentais do cristianismo; mais belas igrejas, e todavia mais despudorados filmes e literatura mais baixa.

Diz um famoso escritor: “Edificamos templos e igrejas, mas nelas não há culto; alugamos conselheiros espirituais, mas recusamos escutá-los; compramos Bíblias, mas não as lemos; crendo em Deus, não O tememos”. E o que é mais sério, mais significativo — o grande corpo de professos cristãos “não está esperando que suas igrejas remedeiem a situação”. Cada vez mais se torna patente que a humanidade não se pode salvar a si mesma, que o livramento do mundo tem de vir de fora.

Aquele que criou o Universo, que enviou Seu Filho para morrer pelo homem perdido, e que presenteou Seus filhos com um infalível Livro-guia, não é apanhado de surpresa. Muito tempo atrás o Deus do Céu delineou todos os aspectos dos problemas do mundo atual, como se pode facilmente ver, mediante um cuidadoso estudo das Escrituras.

Nem isso é tudo. Freqüentemente um presidente ou monarca, para enfrentar uma emergência, prepara uma mensagem, ou manifesto para o Congresso ou o povo. Da mesma maneira nosso Pai celestial apresenta uma série de comunicados para ir ao encontro da crítica situação mundial de hoje. Chamam-se eles as três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-11), e são especialmente designadas para “o tempo do fim”. Como sabemos? Porque, seguindo imediatamente a proclamação dessas mensagens, o profeta contempla a gloriosa segunda vinda de Cristo. Diz ele: “E olhei; e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem Um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre Sua cabeça uma coroa de ouro, e na Sua mão uma foice aguda. … E Aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a Sua foice à Terra, e a Terra foi segada”. Apocalipse 14:14-16.

Exatamente antes da ceifa mundial, que o Mestre declarou ser o “fim do mundo” (S. Mateus 13:39), são dadas essas mensagens para despertar o coração da humanidade, a fim de que “quem quiser” se volte para Cristo e se prepare para aquele grande acontecimento por vir. A primeira dessas mensagens, diz: “E vi outro anjo voar pelo meio do Céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a ‘toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apocalipse 14:6 e 7.

O termo anjo significa mensageiro; e em todos os tempos Deus tem empregado mensageiros humanos para proclamar Suas verdades a outros. O método não é novo, e a mensagem é “o evangelho eterno”.

Nesta época, em que multidões se estão curvando diante dos falsos altares da evolução e do materialismo, ressoa a clara e definida mensagem: “Temei a Deus [reverenciai-O], … E adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das éguas”. Em lugar de dar culto às colinas coroadas de vinhas, ao insondável oceano, ao magnífico arrebol, ou às cintilantes estrelas, adorem os homens Aquele que fez todas essas coisas e, com o jovem pastor de Belém, reconheçam reverentemente: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos”. Salmo 19:1.

O Senhor designou no princípio que Suas maravilhosas obras fossem lembradas, e assim instituiu o sábado como um eterno monumento ou lembrança de Seu poder criador. (Salmo 111:4; Gênesis 2:1-3.) No coração de Sua santa lei está escrito: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar”. E segue-se a razão desse mandamento: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”. Êxodo 20:8-11.

Confusão

As multidões têm desprezado o sábado, e quase esquecido a Deus; mas unido ao solene anúncio de que “vinda é a hora do Seu juízo”, Deus envia o mundial apelo de volver para Ele e reverenciar o sábado estabelecido no Éden.

Segue-se a segunda mensagem mundial: “Caiu, caiu Babilônia”. V. 8. A primeira cidade acerca da qual se nos fala muito na Bíblia, é Babel ou Babilônia (Gênesis 10:10), e na antiga língua caldaica diz-se ter a significação de “caminho para Deus”, ou “porta para o céu”. Aí edificaram os homens a famosa torre de Babel cujo topo eles desejavam que tocasse no céu. Mas Deus frustrou-lhes o plano ímpio; e sua “porta para o céu” tornou-se um monumento da loucura deles. O “caminho para Deus” do homem tornou-se em hospício; e mesmo a palavra Babilônia, que tinha anteriormente tão elevada significação, é usada na Escritura para indicar confusão de línguas e confusão de religião. (Gênesis 11:9, margem; Jeremias 50:2 e 38).

A significação dessa mensagem é patente. Deus declara que o moderno templo religioso, o popular caminho para Deus e a porta para o céu “caiu, caiu”. Descrevendo “o caos moral” da atualidade, serve-se preeminente escritor de idêntica linguagem. “Uma razão para esse desesperado dilema”, afirma ele, “é o quase completo declínio da religião entre os chamados ‘intelectuais’. A maior parte do mundo perdeu o sentimento religioso, perdeu o sentimento dos laços que os ligam uns aos outros, e ao Eterno”.

O redator de uma revista religiosa escreve essa triste acusação. “A igreja cristã acha-se em meio da mais consternadora crise da história da cristandade. Os falsos mestres têm-na assolado como uma devastadora inundação. … O aspecto desanimador da situação é que, ao passo que outrora os destruidores da fé eram em geral homens do mundo, fora das igrejas, hoje em dia eles se acham dentro, dirigindo a grande apostasia escolástica, entrincheirados na imprensa, nos lares, nas instituições educativas, e mesmo nos seminários teológicos”.

O final apelo de Deus, ao mundo acentua os resultados certos da incredulidade e da apostasia: “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro”. Apocalipse 14:9 e 10.

O Selo de Deus

A Escritura declara que o sábado do sétimo dia, é o sinal distintivo, ou o selo de lealdade para com o nosso Criador. Diz Ele: “Certamente guardareis Meus sábados: porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica”. Êxodo 31:13.

Mas nos primeiros cinco séculos depois de Cristo, ergueu-se um poder religioso, que diz de si mesmo ser “outro deus na Terra”, e que se exaltou a si próprio em lugar do Deus do Céu, e escolheu o domingo, o dia do antigo culto do Sol, como o “sinal” ou distintivo de aliança com ele.

Respondendo a uma carta datada de 28 de outubro de 1895, e dirigida ao cardeal Gibbons, o chanceler H. F. Thomas declarou: “Naturalmente a Igreja Católica reclama essa mudança [do sábado para o domingo] como ato seu. … E esse ato é um sinal de sua autoridade eclesiástica em matéria religiosa”.

Citamos mais uma vez de um catecismo: “Perg. Como podeis provar que a igreja tem poder para ordenar festas e dias santos? Resp. Pelo próprio ato [o grifo é nosso] de mudar o sábado para o domingo, no que os protestantes concordam”. — An Abridgment of the Christian Doctrine, p. 57.

Percebe o grande alcance de tudo isso? A igreja de Roma não somente mudou muitos princípios vitais do evangelho, mas apresenta jactanciosamente seu “ato” de mudar o sábado e de conseguir o reconhecimento quase geral do domingo como o “sinal de sua autoridade eclesiástica em matéria religiosa”. Isso nos traz a uma decisiva prova de aliança. Os que observam o sétimo dia como foi instituído originalmente, são por isso distinguidos como adoradores do verdadeiro Deus; ao passo que os que guardam o domingo pagão-papal, trazem o sinal da apostasia.

Essa tríplice mensagem final de Deus convida todos os homens, em toda parte, a repudiar tudo quanto é falso e adulterado em crenças e práticas religiosas. O apelo não é em vão. Para os leais e obedientes, há transformação de coração e de vida; e uma voz declara em louvor: “Aqui está a paciência dos santos: aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. Apocalipse 14:12. Quando essa obra estiver concluída, o mundo estará pronto para a “nuvem branca” em que voltará o Filho do homem com uma foice aguda para ceifar a seara da Terra. (Vs. 14-16).

A Mensagem Voa

Estão essas mensagens sendo proclamadas aos povos da Terra atualmente? Sim, a completa mensagem evangélica, declarando: “Vinda é a hora do Seu juízo”, avança rapidamente, tendo já aberto o caminho ao coração de homens e mulheres em mais de 200 países, falando cerca de 930 línguas e dialetos. Em visão viu-a o profeta, voando como nas asas do vento pelo meio do céu (v. 6); e eis hoje o maravilhoso cumprimento!

Afirmamos confiantemente que Deus tem hoje em dia um povo que está realizando essa obra e cumprindo essa profecia. Eles proclamam a pureza e o poder do evangelho; notam com tristeza o estado de enfraquecimento e decadência das Igrejas; fazem soar urna advertência contra a pretensão e a apostasia; e pedem a volta ao culto do Criador e à observância do Seu sábado.

Sua tarefa não é fácil; pois Satanás, sabendo que sua carreira há de em breve terminar, opõe-se-lhes o mais possível. Disse o vidente de Patmos: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto de sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. Apocalipse 12:17.

Para um tal tempo e uma crise tal, nosso Salvador nos convida a habilitar-nos como representantes Seus. Ele nos apresenta as credenciais de embaixador. Aceitá-las-emos? Embora seja difícil a obra assinalada, Ele nos assegura a vitória final; e, caso sejamos fiéis a nosso legado, encontrar-nos-emos brevemente entre a multidão redimida, de quem está escrito: “Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus”.

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